Tudo, menos zagueiro: Carlos Henrique curte fase coringa no Botafogo-SP

Carlos Henrique não sabe se é titular ou reserva no Botafogo. Sabe, apenas, que a sequência de jogos com o técnico Rodrigo Fonseca tem sido a melhor oportunidade como atleta profissional do Pantera.

Aos 23 anos, o jogador tem evitado declarar preferência entre atuar na lateral, na zaga ou no meio. Embora sua posição de origem seja no miolo da defesa, sua valorização no elenco tricolor tem sido pautada na possibilidade de atuar em várias funções.

- Ele [Rodrigo Fonseca] me conta mais como volante, ou numa possível troca com o Samuel, também para fechar na lateral. Tenho que trabalhar também como zagueiro. Não posso esquecer da minha origem, mas tenho que me aprimorar a cada dia para fazer melhor o que o Rodrigo pede, que é marcar, fazer a primeira linha - comentou.

Contra o Volta Redonda, Carlos Henrique começou entre os titulares, sendo o único volante do time. Ele não esperava jogar "sozinho", sem Mateus Cancian ou Murillo, antes titulares. Na semana que antecedeu o jogo, Fonseca teria testado o time com dois volantes. Porém, na hora da partida, Carlos Henrique foi escolhido para desempenhar a função sozinho. E se deu bem.

- Ele colocou o Murillo e eu. Depois achou melhor uma formação com apenas um volante, um time ofensivo. Esperava entrar, mas não com um volante. Sofremos um pouco para entrar no jogo como ele queria. Depois conseguimos tocar a bola, se aproximar e fazer o jogo que ele queria - disse Carlos Henrique.

Com a vitória sobre o Volta Redonda por 2 a 1, o time chegou aos 21 pontos do Grupo B, abrindo cinco de vantagem para o quinto colocado - o próprio Volta Redonda. O Tricolor volta a campo no próximo domingo, contra o Joinville, às 15h, fora de casa.

 

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